A MINORIA DE DEUS LARGA TUDO//II Reis 15-17
Em nossa leitura diária, temos visto que o reino do sul, Judá, teve menos reis do que Israel. Os reis judeus andavam mais no caminho de Deus, apesar de não serem perfeitos. Note que o tempo de governo deles era normalmente maior dos os reis israelitas.
Os locais de adoração pagã continuavam muito populares em Israel. Em Judá também; há muito tempo, como temos lidos. Mas eu gostaria que você anotasse aí um nome: Acaz. Ele tinha 20 anos de idade quando foi coroado e reinou até os 36. Esse moço praticou uma das maiores abominações para Deus. Leia o texto e confira. Além disso, para fazer um acordo político-militar, ele confiscou o ouro do templo que Salomão havia construído. Depois, fez com que o altar de sacrifícios inspirado num que ele viu em Damasco tomasse o lugar do altar dedicado a Deus.
Não bastasse isso, ele começou a usar o altar do Senhor para adivinhações. Também retirou mais itens dedicados a Deus, que eram usados dentro do Templo. Enquanto isso, em Israel continuava a constante troca de governo. Era traição, golpe de Estado, motim, invasão estrangeira… um inferno! A coisa estava tão ruim pros israelitas, que até um estrangeiro percebeu o motivo daquela situação deplorável.
Anote o nome dele: Salmaneser. Ele era rei da Assíria. Sabe o que ele fez? Enviou um sacerdote do Senhor a Betel, para ver se a vida dos israelitas tomava o rumo certo. Mas os de Samaria continuaram do mesmo jeito. Só que agora, pior porque os estrangeiros vieram morar no lugar dos israelitas que foram cativos para a Assíria, depois da invasão de Salmaneser. Complicado, né? Aí foi uma salada religiosa.
O que hoje conhecemos como “sincretismo religioso”. O pessoal estava tão perdido, que servia a vários deuses. Isso te faz lembrar alguma situação ou alguém, certo? Você deve ter um amigo ou parente que é cristão e que frequenta centros espíritas. Ou então, kardecistas que vão a centros de umbanda. Era isso que acontecia lá em Samaria. No popular, sincretismo religioso significa confusão.
Não estou aqui dizendo qual religião está certa ou errada. Mas estou dizendo que as doutrinas são incompatíveis. Como alguém que segue uma religião que prega a reencarnação, pode adorar, ao mesmo tempo, um Deus que prega a ressurreição? É incoerente, não é? Os judeus também começaram a fazer o mesmo. Resumindo: apostasia geral. O problema deles era doutrinário. Nem o sacerdote em Betel conseguiu dar jeito nisso! Mas, afinal, eles pensavam que estavam certos. E você? Conhece mesmo a doutrina que diz acreditar? Isso é muito importante.
Muito! O apóstolo Pedro nos adverte em uma de suas cartas, a respeito da necessidade de sabermos dar a razão da nossa fé. Saiba aonde você está pisando, para não ficar atolado. Quero, agora, relembrar os dois personagens que citei hoje: Acaz e Salmaneser. Acaz era judeu, filho de judeu, da linhagem de Davi. Se vivesse hoje, diríamos que ele é “muito cristão”. No entanto, jogou tudo pro alto e resolveu seguir a própria consciência.
Se fosse hoje, “apostatou da igreja”. Já Salmaneser, que nem adorava o Deus de Israel, percebeu logo que o problema daquele povo era espiritual e providenciou um sacerdote para eles. E os israelitas, como responderam? Continuaram do mesmo jeito de antes. Então, caro leitor, seu passado espiritual não garante quem você será. A decisão é sua; somente sua. Ontem eu falei sobre persistência.
Hoje, vou falar sobre o outro lado da mesma moeda: desistência. O que você estaria disposto a largar, para seguir o Deus Criador, o “teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força”? O que você deixaria para trás, a fim de obedecer a Deus? Pode ser uma roupa, um conceito, uma pessoa, um trabalho, uma doutrina, um padre, um pastor, uma música, uma comida…
O que te prende e te impede de seguir completamente a Deus? Muitas vezes é uma vontade. Vontade de ser, de ter ou de parecer. Eu não tenho a menor ideia do que você precisa deixar, mas aqui vai uma dica de quem já viveu isso: livre é quem consegue, conscientemente, dizer “sim” ou “não” a uma coisa
. Lembre-se que, na Bíblia, sempre a minoria é que é de Deus. Faça aí um esforço de memória e me diga, dos livros que lemos até agora, quando os servos de Deus eram maioria? Noé e sua família eram minoria. Abraão era minoria.
Ló, em Sodoma, também. José no Egito, idem. Os hebreus no Egito, a mesma coisa. Os espiões fiéis, enviados por Moisés, também. Os servos de Deus ao longo dos reinados de Israel e Judá não me deixam mentir a respeito disso. Eu li certa vez uma frase que diz assim: “Se você pensa que está certo, fazendo o que todo mundo faz, é porque não está pensando”. Pense nisso.
Vinicius Assef

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