Bastardo, mas herói // – Juízes 11-12
Veja como são as coisas. No texto de hoje leremos como um filho bastardo podia ser tratado por seus irmãos. Jefté experimentou conforto e desprezo.
Sim, os meio-irmãos dele o expulsaram de casa, pois ele era filho de prostituta. A primeira parte do capítulo 11 nos dá a entender que Jefté não era “boa bisca”, como se diz popularmente. Podemos pensar que, por sua mãe não ter uma “profissão séria”, ele era qualquer um. Ainda mais quando, no verso 3, vemos quem eram suas companhias.
Pois bem, foi ele o herói quem salvou os israelitas das mãos dos amonitas. Sim, guerreiro que andava com Deus. No verso 9 vemos esse reconhecimento dele. Jefté não parecia ser auto-suficiente, pelo contrário.
Daí, tiramos a primeira conclusão de hoje: não vamos julgar uma pessoa por seus parentes. Lembra-se que Jesus tem Raabe, uma prostituta, em sua árvore genealógica? Cuidado com isso, caro(a) leitor(a).
Voltando a Jefté, temos um texto muito polêmico. É Juízes 11, versos de 29 até 40. A polêmica é: Jefté sacrificou sua filha ou não?// Bem, o texto bíblico não é conclusivo, dá a entender que sim, mas temos que ressaltar alguns pontos:
1) O verso 29 diz que Jefté estava cheio do Espírito do Senhor.
2) No verso 30, Jefté condicionou seu voto à vitória na batalha.
3) O verso 32 diz que o Senhor (Deus) atendeu ao pedido de Jefté.
4) O verso 38 diz que a filha dele “chorou a sua virgindade”. Isso/ significa que ela nunca seria mãe.
Agora, algumas considerações:
1) Deus não aceita sacrifício de pessoas
2) Deus não entregaria os amonitas, sabendo que Jefté mataria sua própria filha como reconhecimento do poder de Deus.
3) O verso 39 não diz que ela foi sacrificada, mas diz que ela ficou virgem.
Esse é um texto complicado, mas eu entendo que a filha de Jefté foi separada para Deus e não sacrificada.
Deixando de lado a polêmica, podemos observar como um voto é coisa séria. Portanto, pense bem antes de prometer alguma coisa a alguém. Principalmente a Deus.
Boa leitura e fique com Deus.

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