Namoro
Época de namoro, dizem, é um tempo em que se vive com os olhos vendados, os ouvido surdos e o cérebro travado. Evite cair nesse rótulo tomando atitudes sérias desde o início. Haja com honestidade.
Faça Cristo o Centro do Seu Relacionamento
Fernando disse e reafirmou à Cássia, de 15 anos, que a amava, e que estariam juntos para sempre. Dias depois Fernando terminou tudo com Cássia e passou a sorrir com interesse para Ângela. Cássia, desapontada, não sabe como vai encarar o Fernando ao vê-lo no colégio. Este episódio e centenas de variantes dele acontecem entre os adolescentes todos os dias, às vezes com resultados trágicos. E a idade para ter namorada ou namorado é cada vez mais baixa. Não é incomum ouvir conversas de crianças pequenas, de 7 ou 8 anos, sobre “meu namorado ou minha namorada”. É certo que fisicamente eles não irão muito longe em um encontro, no entanto falam de alguém como sendo sua propriedade.
Namoro de passatempo como conhecemos hoje, não existia como forma normal de relacionamento. Foi a partir das primeiras décadas de 1900 que foi se tornando cada vez mais comum. Hoje, muitos adolescentes caem de cabeça nesse tipo de namoro às cegas e sem nenhuma orientação e, assim, nem pensam em regras de segurança para o bem do seu relacionamento. Muito cedo descobrem que há mais responsabilidades do que poderiam imaginar.
Um bom planejamento para seus encontros fará a diferença em seus relacionamentos. Isto pode parecer nada romântico, mas se você não estabelecer guias e limites para si mesmo, facilmente estará metido numa situação que comprometerá seus valores e crenças. Antes de sair para os encontros, os namorados devem conhecer claramente o limite dentro do qual irão se relacionar. A comunicação desde o início da paquera é muito importante. Devem falar francamente acerca do que cada um espera do outro.
É importante pensar e escolher de antemão o que fazer quando estiver em uma situação difícil. Se a decisão foi de somente dar as mãos, permaneçam aí e não mudem as regras no meio do jogo. Descubram maneiras de evitar que o envolvimento vá se tornando demasiado íntimo. Uma boa medida preventiva é participarem de atividades junto com um grupo, assim não serão tentados a exagerar nos carinhos e beijos. Por isso, o planejamento do encontro sobre o que farão ou que atividades realizarão, tem seu valor. Ao fazerem assim, haverá muito menor possibilidade de passarem por situações desconcertantes.
O bom-senso de estabelecer limites para a aproximação física no namoro deve ser bem considerado, levando em conta que ao transpor cada limite, emoções e desejos físicos mais fortes são incitados, e o resultado é que o casal acabará perdendo o controle e se envolvendo em um relacionamento sexual prematuro.
Como jovem adventista você deve escolher namorar alguém que tenha sua mesma crença. Facilmente haverá comprometimento dos princípios cristãos quando suas emoções puxam para um lado e sua razão para o outro.
Comunique seus planos aos seus pais, contando-lhes sobre o tempo que estão passando juntos. Pergunte, tire suas dúvidas para evitar erros. Os adultos percebem algumas coisas das quais os adolescentes não se dão conta. Observe os erros dos outros e aprenda para não cair no mesmo engano que eles.
Quando lemos sobre o ponto de vista bíblico acerca do contato físico entre um homem e uma mulher, vemos que é descrito sempre dentro do quadro do casamento. No seu livro Namoro Cristão Versus Namoro de Passa Tempo, o autor Jim est escreve, “Primeiro Coríntios 7:1 reconhece só uma espécie de toque: o toque sexual”. A grande pergunta é: um toque afetuoso demonstrado num namoro de passa tempo é sexual ou não sexual? Pelos ensinos das Escrituras há o toque do ósculo santo (ou o toque de mãos para cumprimentos sociais), e que todos os outros toques afetuosos expressos entre um homem e uma mulher, são por definição “toques sexuais”. Essa é a maneira como a Bíblia usa o termo “toque”. (Para confirmar leia Gênesis 20: 4, 6; Rute 2: 9; Provérbios 6: 29).
Por certo nos lembraremos na próxima vez que virmos um casal de namorados se tocando, que tais toques são sexuais. Claro que não é o ato sexual consumado, mas nem por isso deixam de ser classificados como toques sexuais, e que são estes que conduzem os namorados a maiores liberdades.
Lembre-se sempre de que, se a pessoa com quem você namora quer avançar muito na aproximação física ou se torna abusiva com você de um modo ou outro, fique esperto(a) e caia fora. Não é seguro namorar alguém que não lhe respeita. Hoje em dia os adolescentes precisam tomar cuidado especial com seus relacionamentos para evitar estupro, seqüestro, abusos e violência, drogas, doenças, e gravidez. Como cada dia aumentam estas coisas negativas, há muitos adolescentes imaginando se há melhores alternativas para seus relacionamentos de namoro.
De acordo com o autor Joshua Harris e de um crescente número de jovens ativistas, há uma outra opção para os encontros de namoro. No seu livro “Eu Disse Adeus aos Namoros de Passa Tempo”, Harris escreve sobre encarar os relacionamentos com uma atitude totalmente nova a qual se projeta para uma corte que perdure para a vida. Ele apresenta várias conclusões.
A primeira delas é: “Cada relacionamento é uma oportunidade para demonstrar o amor de Cristo”. Em outras palavras, as pessoas com as quais nos relacionamos perceberão que seguimos a Cristo pela maneira como nós as tratamos. A segunda é a seguinte: “Meu tempo de solteiro(a) é um presente de Deus”. Podemos estar contentes, pois Deus tem um plano para nossa vida. A terceira é: “Intimidade é a recompensa do compromisso – não preciso buscar um relacionamento romântico antes de estar pronto para o casamento”. Quando estivermos prontos para assumir o casamento com todas as suas responsabilidades, temos o direito de desfrutar da intimidade que vem com esse compromisso. A quarta é: “Não me é permitido possuir alguém fora do casamento”. Mesmo não havendo união física com a pessoa, pode haver uma união emocional ou espiritual. Isto não é saudável para nenhuma das partes envolvidas em um namoro casual.
“Finalmente chegou o dia do casamento de Ana, pelo qual ela sonhara e planejara durante meses. A pitoresca igrejinha estava lotada de parentes e amigos. A luz do sol brilhava através dos belos vitrais coloridos das janelas e a doce música do quarteto de cordas enchia o ar. Ana entrou pela ala central em direção ao altar onde Davi a esperava. A alegria estava em seu semblante. Este era o momento mais esperado. Davi gentilmente tomou sua mão e a levou ao altar.
Uma lágrima rolou pela face de Ana. Então ela acordou.”
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