OBADIAS e JONAS
Hoje vamos ler 2 livros.
Primeiro, vamos falar de Obadias
Obadias: A menina dos olhos do Pai
Sei como deixar você louco. Eu não quero. Não tenho essa intenção. Mas se eu desejasse fazê-lo, saberia como.
Eu insultaria sua família.
Eu não insultaria você. Insultaria sua família. Zombaria de sua mãe. Faria chacota de seu pai. Criticaria seus filhos. Porém, eu não vou fazer isso. Mas se o fizesse, sei o que aconteceria.
Você ficaria com raiva. Se houvesse qualquer fragmento de lealdade em seu coração, você me diria para cuidar da minha própria vida.
Mesmo que eu estivesse certo.
Mesmo que as minhas acusações fossem corretas. Não importa. Você me diria para parar de meter o nariz onde não sou chamado. Quando se trata da família, nós cuidamos da nossa. Deus faz o mesmo.
Os filhos de Deus, os judeus, não eram os melhores filhos. Eles eram teimosos, rebeldes e esquecidos. Com o passar dos anos, Deus lhe ofereceu disciplina e correção. Mas, através de todas as aflições e esforços, o amor de Deus por seus filhos se mostrou obstinado.
Edom, uma nação poderosa, gostava de atormentar Israel. Aqui, no livro de Obadias, vemos Deus se levantando em defesa de seus filhos. Ele diz, com efeito, Aquilo que for feito a eles estará sendo feito a mim mesmo.
É um pequeno livro que traz uma grande mensagem. Deus cuida de seus filhos.
Agora, vamos ver Jonas.
Jonas: Amar a todos. Todos? Ele tinha todo o direito de fugir (assim pensou). Por que deveria ir para aquela cidade mal cheirosa? Ele odiava o lugar. Por que deveria advertir os ninivitas sobre o juízo de Deus? Depois de terem tratado tão mal o seu povo, mereciam ser aniquilados. A última coisa que Jonas queria para os seus inimigos é que recebessem a benção de Deus.
Então ele fugiu… o mais rápido possível, para o mais longe possível do lugar aonde Deus queria que ele fosse. E daquilo que o Senhor queria que ele fizesse.
Mas Deus tinha outros planos.
Você conhece a história. Deus provocou uma tempestade. Jonas foi jogado para fora do barco e acabou na barriga do peixe. Deus deu a Jonas tempo para refletir sobre suas ações e atitudes. Pela primeira vez Jonas não reclamou; ele orou (provavelmente a única vez em que alguém orou pelo arroto de um peixe).
A oração foi respondida e Jonas no final acabou viajando para a odiosa Ninive. Ele pregou ao povo dali. Embora seu cheiro não fosse muito convidativo, sua mensagem era. E os ninivitas arrependeram-se. Deus se compadeceu (como Jonas previu que aconteceria), e Jonas se enfureceu pela virada dos acontecimentos. Ele ficou amuado.
Podemos ser muito difíceis. Mas Deus pode ser muito paciente.
O livro de Jonas é mais do que um fascinante relato da tentativa inútil de um homem de fugir de Deus. É uma história do amor que Deus sente até mesmo pelas pessoas mais desagradáveis e desprezíveis que possamos imaginar – e da responsabilidade que temos de lhes contar as Boas-Novas.
Lidia Braga.

Publicar comentário