×

Relacionamentos

Você está criando amizades que durar por toda a sua vida?

Se existe alguma coisa em que você deve investir, é em relacionamentos.

Na verdade, eles podem ser o que você irá somar de melhor, talvez a sua maior riqueza. Mas se lembre que eles devem ser cultivados e aprimorados. Isso só é possível com atitudes sinceras e que mostrem interesse pelos outros.

Quais eram as ilustrações que Jesus usava para ensinar ao povo acerca do Seu reino? A que se assemelhava o Seu Reino? Sua ênfase não era no que havia para comer, usar, cultuar. Nenhuma dessas coisas. Ele incentivou ao povo a viver da maneira como Ele vivia, e a tratar as pessoas como Ele as tratava.

Os relacionamentos representam a fachada e o miolo da vida cristã. Jesus afirmou que a maneira como uma pessoa trata as outras revelaria ao mundo se ela era ou não cristã. Ele ensinou que a espécie de amor que Ele demonstrou, quando viveu aqui na Terra, é modelo para como devemos amar os outros. (Veja João 13: 34, 35).

João, um dos discípulos mais achegados a Jesus, realmente colocou essa mensagem em seu coração. Tempos depois, ao escrever as cartas que fazem parte da Bíblia, ele disse que na verdade ninguém consegue amar a Deus sem amar às pessoas, e se alguém diz que ama a Deus mas não ama as pessoas, está proferindo uma mentira. (Veja I João 4: 20, Bíblia Viva).

Que afirmações fortes! É assustador saber que o mundo julga nosso cristianismo baseado em como tratamos as pessoas. Felizmente temos um exemplo para seguir. Quando estivermos pensando nas pessoas do nosso relacionamento e de como as trataremos, nossa primeira pergunta deveria ser: “Como Jesus trataria esta pessoa?”

As primeiras pessoas com as quais nos relacionamos, na maioria dos casos, são nossos familiares. Se formos afortunados de pertencer a uma família amorosa e que nos apóia, então os relacionamentos serão mais serenos durante toda nossa infância. Mas quando chegamos à adolescência, mesmo nas melhores famílias, os relacionamentos podem ficar desgastados ou tensos. Isto acontece especialmente na maneira de tratar os pais. Os adolescentes começam a criar sua própria identidade e valores. Eles sentem a necessidade de se tornar independentes dos pais, e como todos sabemos, isto pode levar a muitos conflitos!

Experimentou Jesus esta necessidade de independer-se dos Seus pais e de estabelecer Sua própria identidade? A Bíblia conta que sim. Mesmo aos 12 anos de idade Ele causou preocupações aos Seus pais ao desaparecer na festa da Páscoa. Ele sabia que tinha algo importante para fazer, mesmo que Seus pais não compreendessem – e quando O encontraram, Ele lhes falou sobre isso! (Ver Lucas 2: 49, Bíblia Viva.)

Quando adulto Ele teve de lidar com Sua mãe e irmãos que não compreendiam Seu ministério nem o propósito de Sua vida. Ele não temia sair para fazer o que era certo, mesmo quando não tinha aprovação de Sua família (Ver Mateus 12: 45-50).

Mas Jesus conseguiu administrar essas coisas com amor e respeito, e Ele espera que façamos o mesmo. Depois de ter ficado para trás no Templo, aos 12 anos, Ele acompanhou Seus pais para casa e os obedecia. (Veja Lucas 2: 51.) Na idade adulta, nem sempre concordava com seus familiares, mas os amava sempre.

No meio da tortura da crucifixão Ele pensou em Sua mãe e pediu a um de seus discípulos que cuidasse dela. (Ver João 19: 26, 27.)

Como jovem cristão você se desenvolverá e se tornará um indivíduo independente de sua família, mas você continuará amando e respeitando-os. Se você seguir o exemplo de Jesus, os membros de sua família poderão ser sempre seus amigos.

Amizades constituem uma das conexões mais importantes que vamos ter em nossa vida.
Jesus outra vez, nos dá um bom exemplo na formação de amizades. Ele amava a cada um que encontrava, mas tinha alguns amigos especiais. Os discípulos pertenciam ao círculo de Seus amigos mais chegados.

Destes, os mais íntimos eram Pedro, Tiago e João. Jesus tinha uma amizade especial com Marta, Maria e Lázaro, e gostava de visitá-los. Entre todos, parece que João era o Seu melhor amigo. Cada um de nós precisa dos amigos mais chegados para conversar à vontade, alegrar-se, ser confortado e confortar.

Como adolescentes vocês verão que há duas classes de amigos: os que são adventistas e os que não são. Talvez alguém lhe diga que não convém ter amigos não adventistas. Isto não é somente quase impossível, como também não é bíblico. Jesus quer que Seus seguidores sejam luz para o mundo, e disse que a luz para nada serve se é ocultada. (Ver Mateus 5:14-16.) Você não pode iluminar vidas se não entra em contato com as pessoas.

Se seguirmos o exemplo de Jesus, faremos amizade com outras pessoas que não são da nossa fé também. Jesus foi criticado pelos líderes religiosos do Seu tempo, não somente porque era bondoso para com os pecadores mas porque, como Amigo, visitava e comia na casa deles. (Ver Mateus 9: 10-13.)

Relacionamentos
Relacionamentos
Sim, como um jovem cristão você deveria associar-se a amigos tanto dentro da igreja como fora. Mas você deve fazer uma clara distinção. Veja que os discípulos eram os amigos mais chegados de Jesus e participavam do Seu ministério. Portanto, seguindo esse exemplo, os amigos que você poderá passar mais tempo com eles e nos quais poderá confiar mais são aqueles que participam do seu compromisso com Deus. Se você quer conversar sobre algumas questões pessoais com um amigo e pedir o parecer dele, escolha um amigo adventista. Também, junto aos amigos adventistas você poderá participar de atividades sociais livre das pressões para fazer o que não deseja; como beber e usar drogas. Os amigos adventistas também lhe darão encorajamento quando estiver na “fossa” e orarão com você.

O exemplo de Jesus, de ter amigos “não adventistas”, não deveria ser uma desculpa para você sair para festinhas com seus amigos não adventistas. Quando Jesus se associava com as pessoas que não eram servos de Deus, era sempre com o intuito de ajudá-los. Ele estava capaci-tado para fazer isto porque Ele tinha firmes convicções de Sua fé. Ele sabia quem Ele era, e conhecia Sua missão, e Ele não se deixaria levar pelo que visse ou ouvisse daqueles amigos. Se você sabe que suas convicções de fé ainda são débeis, ou que há uma área onde se sente tentado, não perca tempo com amigos que irão arrastá-lo para baixo.
Jesus sempre se concentrava na necessidade dos Seus amigos e buscava trazê-los para Deus. Talvez você não vá querer pregar sermões para seus amigos não adventistas ou oferecer-lhes estudos bíblicos de imediato, mas você deveria sentir-se à vontade para falar-lhes abertamente de suas convicções, havendo necessidade, oferecer-se para orar por eles, e convidá-los para virem assistir ás programações especiais de sua igreja. Se você não se sente à vontade para fazer estas coisas com um amigo não adventista, então esta amizade não é salutar.

Lembre-se de que, assim como Jesus, nós também deveríamos ter um “grupo de apoio” de amigos adventistas dos quais obter força e incentivo. Nem todos os nossos conhecidos são nossos amigos. Todos nós encontramos pessoas co

m as quais não conseguimos ter afinidade. Outras são difíceis da gente gostar. Há ainda aquelas que parecem determinadas a nos aborrecer. Como o cristão deveria se relacionar com pessoas assim?

Novamente o nosso modelo é Jesus. Ele tratava a todos com amor e respeito. Ele não tinha preconceitos; Ele não olhava as pessoas com desdém. Quando Ele encontrava os que eram hostilizados pela sociedade – como leprosos ou estrangeiros – Ele estendia Sua mão amiga e lhes ajudava, respeitando-os. (Veja Lucas 5:12 e 13; e Mateus 15: 21-28.) Jesus não desprezava ninguém.

No entanto, Ele teve inimigos e pessoas que O espionavam. Mesmo tratando a todos com amor, você encontrará alguém que não gosta de você e quer lhe prejudicar. O conselho de Jesus quanto a lidar com estas pessoas é simples, direto e muito, muito difícil de seguir. Ele disse: “Ame seus inimigos”. Ele ensinou-nos a orar por essas pessoas, ir ao encontro delas e tratá-las com bondade em vez de se vingar das coisas ruins que fizeram contra nós; e devemos ser bem generosos. (Ver Mateus 5: 38-44.)

Você poderá dizer: “Isto é um absurdo! Ninguém consegue fazer isto!” E você está certo. Nenhum de nós é capaz de, com nossas próprias forças, conscientemente tratar um inimigo com o amor e a generosidade que Jesus mostrou. Felizmente, Ele não espera que façamos isto sozinhos. Como todas as outras coisas que Deus nos pede para fazer, Ele promete dar o poder do Espírito Santo para nos ajudar a fazê-lo. Quando nos defrontamos com um “inimigo”, precisamos tomar tempo para orar antes de responder àquela pessoa, pedindo a Deus que nos ajude a responder com amor.

Um ponto importante para ser lembrado acerca de amar aos nossos inimigos é que Jesus nunca permitia que alguém abusasse ou prejudicasse uma outra pessoa. Ele defendia o mais fraco, e se alguém está prejudicando ou abusando de você, Ele lhe defenderá. Ao pedir-nos que sejamos bondosos e generosos para com nossos inimigos Sua intenção não é de que soframos violência. Se uma pessoa está fazendo mal a você, é necessário afastar-se dela para evitar que lhe cause algum dano. Permitir que essa pessoa continue a lhe prejudicar não é amar a si mesmo nem a ela. Você pode demonstrar interes-se pelo seu “inimigo” ao proteger-se, mantendo distância.

Jesus deu o melhor e mais simples conselho acerca de como um cristão deveria tratar a família, os amigos, os inimigos, e mesmo os conhecidos casuais. Ele disse: “Ame a seu semelhante como a si mesmo”. (Ver Mateus 22: 39.) Em Mateus 7:12, Ele deu uma explicação prática da lei que se tornou conhecida como a “Regra de Ouro”: “Façam aos outros aquilo que vocês querem que eles façam a vocês”. (Bíblia Viva). Amar aos outros não é necessariamente sentir emoções calorosas para com eles todo o tempo, e sim tratá-los com bondade, imparcialidade e interesse, ou seja, a maneira como você gostaria de ser tratado.
Outra excelente explanação do amor cristão está em I Coríntios 13. Aprendemos ali que o amor focaliza a necessidade do outro e não a nossa. Uma pessoa que ama não guarda uma lista das coisas erradas que o outro tenha feito, ou fica relembrando-as. O cristão amorável continua dando, cuidando, e procurando o melhor na outra pessoa.

O ideal de Deus para o jovem cristão, não é que ele seja como um ermitão vivendo sozinho numa cabana, no meio do bosque. Deus quer ver Seus seguidores nas ruas, ombro a ombro com toda a humanidade. Ele deseja que estejamos unidos a fortes relacionamentos que elevarão a nós e aos nossos amigos. Ele deseja que sejamos transmissores do Seu amor.

Parece que há muita coisa para cumprirmos! Isto significa viver o mesmo tipo de vida que Jesus viveu – e com o mesmo poder que Ele usou para consegui-lo – é o poder do Espírito Santo – e Ele deseja habitar em cada em de nós. A conexão mais importante – aquela que torna possível todas as outras – é o nosso relacionamento com Deus.

Publicar comentário