A quem pertence o presente?
Para apresentar essa peça, você precisaria dos seguintes personagens:
- Velho Samurai (Grande destaque na história)
- Jovem Guerreiro (O antagonista da história)
- Jovem I (Apoiante do Velho Samurai)
- Jovem II (Outro apoiante do Velho Samurai)
- Jovem III (Outro apoiante do Velho Samurai)
- Locutor (Narra a história e pode fazer uma reflexão no final)
Peça: A quem pertence o presente?
Locutor: Perto de Tóquio, vivia um grande samurai idoso que dedicava-se a ensinar sua filosofia aos jovens. Apesar de sua idade, a lenda dizia que ele ainda era capaz de derrotar qualquer adversário.
Locutor: Certa tarde, um guerreiro famoso por sua total falta de escrúpulos apareceu por ali. Ele era conhecido por utilizar a técnica da provocação, aguardando que seu adversário fizesse o primeiro movimento. Dotado de uma inteligência privilegiada para identificar erros e contra-atacar com velocidade fulminante, esse jovem e impaciente guerreiro nunca havia perdido uma luta. Ao conhecer a reputação do velho samurai, ele estava determinado a derrotá-lo para aumentar sua fama de vencedor.
Jovem Guerreiro: (provocando o velho) E aí, seu fracote? Que tal mostrar se você realmente tem capacidade para me vencer, ou se essa pose de bom guerreiro é apenas conversa fiada…
Jovem I: (acompanhando o velho samurai) Não caia nessa, velho samurai. Esse jovem só quer aparecer.
Jovem II: Exatamente. Ele só quer lutar com o senhor para se vangloriar…
Velho Samurai: (respondendo ao jovem guerreiro) Está bem, eu aceito o seu desafio.
Jovem III: Mas, velho guerreiro, ele é mais forte. Com certeza, vai derrotá-lo…
Locutor: Foram todos para a praça da cidade, e o jovem começou a insultar o velho mestre. Ele proferiu palavras duras e chutou uma pedra em direção ao velho, desafiando-o incessantemente.
Jovem Guerreiro: Vamos lá, seu inútil! Você não é homem, é apenas um trapo de mentira, um fracote como seu filho, seus pais… Mostre-se!
Locutor: Durante horas, o jovem guerreiro fez de tudo para provocar o mestre, mas o velho permaneceu impassível, como se nada estivesse acontecendo.
Locutor: No final da tarde, exausto e humilhado, o impetuoso guerreiro retirou-se. Os alunos, desapontados por o mestre ter aceitado tantos insultos e provocações, questionaram-no:
Jovem I: Como o senhor conseguiu suportar tanta indignidade?
Jovem II: Por que não usou sua espada, mesmo sabendo que poderia perder a luta, em vez de parecer covarde diante de todos nós?
Velho Samurai: Se alguém lhe oferece um presente, e você não o aceita, a quem pertence o presente?
Jovem III: Pertence a quem tentou entregá-lo.
Velho Samurai: O mesmo se aplica à inveja, raiva e insultos. Quando não são aceitos, continuam pertencendo a quem os carrega consigo.
No final, o locutor pode fazer uma breve reflexão sobre o que acabamos de presenciar:
Locutor: Esta história nos ensina uma lição valiosa sobre o controle emocional e a sabedoria. Às vezes, recusar-se a reagir a insultos e provocação pode ser a resposta mais sábia. Como o velho samurai nos mostrou, rejeitar a negatividade e a hostilidade pode ser a verdadeira demonstração de força.
Marcello Fundão – Diretor J.A. 2002, IASD Central de São Mateus | Revisado: Estilo JA
Fonte: Yahoo Grupos Central JA!!
Publicar comentário